sábado, março 26, 2005

Poesia moçambicana

Gamado aqui, sem licença da dona, mas em irresistível cleptomania poética quando as letras se desenham assim:
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DESENHO NA AREIA
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Sobre a leve areia pálida
búzio chegado de nácar.
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(Que lenta frase quebrada,
que ténue palavra ímpar?)
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Sobre a leve areia branca,
búzio deixado vazio.
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(Que sorriso destroçado,
ou que destino perdido?)
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Búzio de nácar, de rosa,
de cor de pérolas mortas,
de sol, de luz e de sombra
e de lua a horas mortas;
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de água translúcida e calma,
de algas densas e de espuma,
de lembranças e cuidados,
de memória e de ternura.
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Sobre a leve areia pálida,
deixado.
Para a branca areia morna,
trazido.
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(Canta o recado que guardas,
ao meu ouvido).
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Glória de Sant'Anna